POV: MARINA
O som da porta do quarto se fechando foi o ponto final de uma noite que parecia não ter fim. Ouvi o baque do corpo de Caio na cama, o suspiro pesado de um homem que carregava o mundo nas costas, mas que era pequeno demais para o peso que escolheu carregar. Fiquei parada no corredor escuro da nossa casa em Cascais, sentindo o frio do mármore subir pelos meus pés descalços.
Eu não conseguia dormir. Cada vez que fechava os olhos, via o rosto de Helena no jantar. Aquele olhar...