Os dias seguintes foram de aparente calmaria no escritório. Michel e eu mantínhamos uma rotina carinhosa: ele me trazia café, roubava beijos quando ninguém via, e à noite dormíamos abraçados na mansão. Mas a presença de Ricardo começava a criar rachaduras invisíveis.
Naquela tarde de quinta-feira, eu estava na copa pegando água quando Ricardo apareceu.
— Ravena! Justo a pessoa que eu queria ver — disse ele, sorrindo. — Consegui dois ingressos pra aquele show de jazz no fim de semana. Você ainda