A MALA QUE EU NÃO DESFIZ
A Elara não tentou me convencer de nada.
Ficou sentada na beira do colchão me olhando arrumar a mala que nem cheguei a mexer, com aquela expressão que ela tem quando está engolindo o que quer dizer.
Eu desdobrei as camisetas que já estavam dobradas, pra dobrar de novo. Enfiei o carregador no bolso lateral. Fechei o zíper.
— Você não precisa voltar hoje — ela disse. A voz sem drama, só colocando o fato na mesa.
— Setenta e duas horas, Elara.
— Eu sei contar.
Peguei