CAPÍTULO 47
A MALA QUE EU NÃO DESFIZ

A Elara não tentou me convencer de nada.

Ficou sentada na beira do colchão me olhando arrumar a mala que nem cheguei a mexer, com aquela expressão que ela tem quando está engolindo o que quer dizer.

Eu desdobrei as camisetas que já estavam dobradas, pra dobrar de novo. Enfiei o carregador no bolso lateral. Fechei o zíper.

— Você não precisa voltar hoje — ela disse. A voz sem drama, só colocando o fato na mesa.

— Setenta e duas horas, Elara.

— Eu sei contar.

Peguei
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