Abro os olhos de repente, ofegante.
Levo alguns segundos para entender onde estou. O quarto ainda está escuro, meu coração bate tão forte que parece querer escapar pela garganta e minhas mãos apertam o lençol com tanta força que os nós dos dedos doem.
Foi só um sonho.
Repito isso mentalmente, mas meu corpo não acredita.
Ainda consigo ouvir a voz dele.
Ainda sinto o medo.
No sonho, tudo parecia absurdamente real. Eu estava de volta naquela casa, andando na ponta dos pés para não fazer barulho. O