Fecho a porta da minha sala e permaneço alguns segundos parado, a mão ainda sobre a maçaneta. Alguma coisa está errada. Não sei exatamente o quê, mas está. Caminho até a janela enquanto afrouxo discretamente o nó da gravata. Lá embaixo, a cidade segue o mesmo ritmo de sempre. Pessoas entrando e saindo dos prédios, carros presos no trânsito, buzinas ao longe. Tudo funciona como deveria. Minha cabeça, no entanto, insiste em voltar para a sala ao lado.
Lena.
Ela não estava apenas cansada. Conheço