O relógio da recepção marcava exatamente cinco pras oito da manhã quando Juliana cruzou as portas de vidro do Grupo Moretti. Suas mãos suavam frio, mas os passos eram firmes. Naquela segunda-feira, a farsa finalmente ruiria. Ao entrar na sala da presidência, no entanto, o ar-condicionado no máximo pareceu congelar suas expectativas: a imensa cadeira de couro atrás da mesa executiva estava vazia. Apenas Dr. Berlusconi, o frio e impecável advogado da família, a aguardava com uma pasta de couro em