A tarde, Juliana tinha acabado de cometer o grave erro de almoçar. Com a barriga cheia de massa e o cérebro processando a digestão num ritmo dolorosamente lento, ela pisou no departamento de Relações Públicas torcendo para que a tarde passasse de pressa. Foi exatamente nesse momento que o celular em sua mão vibrou com a força de um pequeno terremoto.
No visor, reluzia o nome do tormento diário: Nicola.
Ela deslizou o dedo pela tela e, antes mesmo de conseguir emitir um "Alô?", a voz do homem a