Maya narrando
O silêncio da madrugada no quarto da cobertura é o momento em que as minhas defesas finalmente caem. O Arthur está a dormir ao meu lado, com o corpo parcialmente virado para mim e uma das suas mãos grandes e pesadas repousada possessivamente sobre a minha cintura. Mesmo inconsciente, ele mantém-me presa a ele. O rosto que durante o dia exibe a frieza implacável de um predador de Manhattan, agora parece quase sereno sob a luz fraca que entra pela janela.
Eu, no entanto, não consi