Esperanza
Esperanza caminhou de volta para o quarto com passos lentos, medidos, como se cada movimento exigisse um esforço maior do que deveria.
Não se sentia fraca ou esgotada.
Não...
Se sentia frustrada.
Aquela vadia manipuladora merecia mais, muito mais do que só uns tapas e socos.
O corredor da ala leste da villa estava silencioso, iluminado apenas por arandelas douradas que lançavam sombras alongadas sobre as paredes de pedra clara. O eco distante de vozes já havia se dissipado. Os emprega