A maratona começou.
A porta do consultório virou uma roleta-russa de patologias. Atendi desde uma crise de sinusite catastrófica até um garotinho de seis anos que decidiu enfiar um grão de feijão no nariz "para ver se nascia um pé de feijão dentro da cabeça". Retirei o grão com uma pinça sob os risos da mãe e os protestos do garoto. Passei receitas, diagnostiquei hipertensão, apliquei analgesia e encaminhei exames.
Às cinco da tarde, minha coluna parecia um maço de espaguete cozido. Eu não tinh