Ele me abraça com uma força inacreditável para o tamanho dele, enrolando as perninhas na minha cintura e cravando os braços no meu pescoço, se agarrando à minha pele como se eu fosse a única rocha num oceano em tempestade.
Ajeito o garoto nos meus braços e entro com ele debaixo da água morna do chuveiro. A água vai lavando a sujeira e a dor. A Alice pega o sabonete infantil e vai ensaboando o corpinho dele com um cuidado infinito, hesitando a cada cicatriz profunda, como se temesse reabrir as f