Ela me encara com pura raiva por três segundos, mas percebe a minha mudança genuína de atitude. Sem dizer uma palavra, ela caminha até o closet, puxa outro vestido do cabide — ainda curto e bonito, mas infinitamente mais comportado —, entra no banheiro e troca. Ela volta para o quarto, senta na penteadeira, penteia os cabelos e passa um batom fraco.
— Você tá muito brava comigo ainda, né, meu amor? — pergunto, meio hesitante, me aproximando por trás da cadeira dela.
— Eu brava?! Imagina, Davi!