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Davi
A manhã se arrasta em um silêncio que pesa mais do que qualquer grito. Fico ali, deitado, sentindo o corte na mão pulsar a cada batida do coração. Mas não é a dor física que me consome - é a ausência. O vazio que Alice deixou ao partir.
Levanto-me, caminho até a sala, e me detenho em frente à porta do quarto que ela transformou em seu refúgio nos últimos meses. Abro devagar, como se esperasse encontrá-la ali, enrolada nas cobertas, com aquele olhar assustado que ela sempre tinha qua