101. O peso doce das coisas não ditas
Acordei de um cochilo leve com a sensação estranha de que o tempo havia avançado sem que eu percebesse. O apartamento estava silencioso demais. Por alguns segundos, permaneci imóvel no sofá, tentando identificar se aquele silêncio era apenas tranquilidade ou se escondia algo diferente.
Levantei-me devagar e caminhei até a sala. A cozinha, integrada ao ambiente, estava vazia. Nenhum sinal de Kairos. Nenhum som vindo do quarto. Apenas a luz suave que entrava pelas janelas e o reflexo discreto d