Pela manhã, Selene desceu até a cozinha nos fundos da mansão, um dos poucos cômodos onde raramente cruzava com Lucien, Damian ou Valentina. Precisava de silêncio para pensar, longe dos olhos que pareciam sempre calculando o próximo movimento dela.
Foi ali que Carmen, sua tia, apareceu em sua mente com uma força inesperada — uma lembrança tão vívida que Selene quase deixou cair a xícara que segurava. Via a cozinha da casa da infância, o cheiro de café, a voz de Carmen dizendo algo que ela não con