Os Segredos Roubados e a Queda de Defesas
Marina Duarte
O penthouse de Brian Davis era um farol de vidro e luz sobre o mundo adormecido de Londres. Eu estava sentada no seu sofá de couro, o calor do seu beijo ainda queimando em meus lábios, e a confissão dele ecoando nos meus ouvidos.
Eu olhava para o horizonte, mas via o meu próprio passado. A minha razão gritava para eu correr. Correr de Brian, correr da sua intensidade, correr do risco de ser ferida novamente. Mas a sua vulnerabilidade era um ímã. Ele tinha exposto o seu maior trauma, o abandono no altar e, ao fazê-lo, havia derrubado o muro de cinismo que o tornava inatingível. Ele não era apenas o cafajeste; ele era um homem quebrado, procurando em mim o que Isis nunca lhe deu: verdade e desafio.
Ele estava ajoelhado na minha frente, as mãos dele segurando as minhas. A pergunta dele era um ultimato: “Fique aqui. Fique comigo.”
Eu puxei minhas mãos das dele e me levantei, afastando-me até a janela, para que as luzes da cidade pud