O almoço com a tia Nora sempre foi diferente de qualquer outro compromisso da minha agenda.
Ela não me perguntava sobre contratos, investimentos ou números. Perguntava se eu estava dormindo direito, se estava me alimentando bem e quando pretendia tirar férias. Como se eu ainda fosse um garoto incapaz de cuidar da própria vida.
— Você está trabalhando demais. — Ela apoia os cotovelos sobre a mesa enquanto me encara. — Sua mãe me ligou ontem. Disse que você continua vivendo para aquela empres