Lorenzo
Mais um sábado chegou. Mais uma manhã em que a claridade invade as janelas da minha cobertura como uma acusação, lembrando-me de que o tempo continua avançando, indiferente à bagunça que se tornou a minha vida. Eu não sabia o que fazer. Estava perdendo o controle de mim mesmo, preso em uma espiral de confusão, culpa e negação. A única certeza que martelava o meu crânio, desde o segundo em que abri os olhos, era um desejo visceral, quase doentio: eu precisava ouvir a voz dela. Precisava