Lorenzo
O motor do carro silenciou, mas o barulho dentro da minha cabeça continuava ensurdecedor. Estacionei na minha vaga privativa no subsolo da SafeTech, o mesmo espaço cinzento, frio e isolado que tantas vezes serviu de transição entre a minha vida pessoal e o meu império de tecnologia. Hoje, porém, aquele concreto parecia uma cela.
Apoiei as mãos no volante, sentindo os nós dos meus dedos brancos pela força do aperto. Eu estava completamente sem chão. A bomba que Chiara havia jogado no meu