Samanta
— Samanta...!
A voz embargada, trêmula e carregada de uma saudade represada por meses ecoou pelo hall de entrada, fazendo o meu coração disparar no peito.
Eu estanquei no meio do caminho. Meus pais. Dona Fátima e Seu Antônio estavam parados ali, na soleira da porta de entrada. Minha mãe segurava a bolsa contra o peito com as duas mãos, um sorriso largo e emocionado desenhado no rosto, enquanto lágrimas grossas já rolavam livremente por suas bochechas. Meu pai, sempre tão contido e reser