Lorenzo
Eu já estava acordado há pelo menos vinte minutos, observando o teto e sentindo o peso morno do braço de Samanta cruzado sobre a minha cintura. O som suave do chorinho da Valentina, ressoando através do receptor na mesinha de cabeceira, nem sequer me pegou de surpresa. Antes mesmo que Samanta pudesse se desvencilhar dos lençóis em um sobressalto de mãe de primeira viagem, eu passei a mão suavemente pelas costas dela, selando meus lábios em seu ombro nu.
— Pode deixar, meu amor — sussurr