EPÍLOGO — CELESTE
Dois anos depois.
Existe uma tranquilidade específica que só pode ser compreendida por pessoas que passaram tempo demais vivendo em guerra consigo mesmas, porque quem sempre precisou sobreviver aprende a reconhecer o silêncio como ameaça, aprende a desconfiar de dias calmos e momentos felizes, como se a qualquer instante alguma coisa estivesse destinada a destruir tudo outra vez, mas o tempo tem uma maneira curiosa de reconstruir aquilo que parecia impossível, não apagando as