Capítulo 95
Noemi Narrando
No dia seguinte ao massacre e ao nosso retorno do bunker, o sol nasceu cinzento, escondido atrás de uma névoa densa que parecia refletir a alma da comunidade. O morro do Vidigal amanheceu em um silêncio sepulcral, completamente de luto por Serpente e em profunda solidariedade a Débora e Luara. Não havia música nas biroscas, as crianças não corriam pelas ruelas e até o vento parecia soprar mais baixo. A dor que emanava da nossa casa e da praça havia se espalhado por c