A noite já tinha deitado no terreiro quando vi a Laysla sentada com o Bento na beira da cama, um papel velho nas mãos dos dois. A luz do candeeiro tremia, mas dava pra ver no rosto dela que aquilo não era papel qualquer.
Me aproximei calado, com a testa franzida. Não era de costume da minha parte me meter sem entender, mas aquele ar de segredo mexeu comigo.
— Que cês tão lendo aí? — perguntei, seco, já tomando o papel da mão dela.
Ela me olhou fundo, com aqueles olhos que têm mais história q