O estômago dela afundou vagarosamente.
— Não — disse rápido demais. — Não, senhor Bitencourt. Está tudo bem.
Não estava.
E o pior era que ele sabia.
Lua percebeu no modo como os olhos dele se estreitaram quase imperceptivelmente, no jeito como a caneta continuou imóvel, no silêncio que se instalou depois de sua resposta apressada.
Eros tinha esse talento cruel de fazer uma mentira pequena parecer um crime enorme. Não precisava levantar a voz, não precisava ameaçar, não precisava sequer formular