A voz de Nádia quebrou, os soluços recomeçaram.
— Não, Eros. Eu errei, eu sei que errei. Eu me arrependi de tudo que fiz, Eros. Eu me arrependi de ter te traído, de ter ouvido a pessoa errada, de ter tentado ferir aquela mulher. Eu estou sofrendo...Você me tirou tudo.
Ele a encarou como se ela falasse outro idioma.
— Você ainda não perdeu nada.
— Perdi você!
A frase veio com um choro súbito, alto, grotesco, sincero talvez, mas não significava que era puro.
— Eu perdi você! Perdi a vida que era