Ela não respondeu.
Apenas manteve os olhos no chão, como se o desenho do tapete fosse a única coisa capaz de sustentá-la de pé. Seu peito subia e descia em movimentos curtos, irregulares, e havia algo de tão desesperadamente contido naquele silêncio que Eros teve vontade de atravessar o quarto em dois passos, arrancá-la daquela rigidez miserável, tomá-la no colo e carregar seu corpo trêmulo até algum lugar onde ninguém, absolutamente ninguém, pudesse alcançá-la.
Quis envolvê-la nos braços até q