Meu coração martelava tão forte contra o peito que tive a impressão de que ele podia ouvi-lo.
Eu precisava dizer alguma coisa.
Qualquer coisa.
Uma resposta atravessada, uma provocação, um insulto... qualquer frase que me devolvesse o controle daquela situação.
Abri a boca para falar.
— Eu...
Mas a única coisa que consegui fazer foi encará-lo.
Os olhos azuis de Apolo continuavam presos aos meus, firmes, intensos, quase insolentes. Havia um brilho de absoluta confiança neles, como s