Helena Marin
Eu acordo primeiro.
O quarto continua envolvido naquela penumbra suave que só existe nos minutos antes do amanhecer, quando a noite ainda não decidiu completamente se vai embora. O som distante do mar entra pela porta de vidro fechada em um ritmo constante e reconfortante que parece pulsar no mesmo compasso do meu coração.
E então eu sinto.
O corpo dele colado ao meu. A respiração quente na minha nuca, criando uma trilha de arrepios invisíveis pela minha pele. E a firmeza inconfund