A semana no casarão transcorria sob um silêncio tenso. Rafaela era como um fantasma; ela agia nas frestas, movendo-se com uma polidez que irritava Ellen e mantinha Runa, sua loba, em constante estado de alerta. Runa rosnava no fundo de sua mente sempre que Rafaela cruzava o corredor, sentindo que a paz daquela mulher era apenas uma pele de cordeiro sobre uma alma de serpente.
Certa tarde, Ellen decidiu caminhar pelo pomar. A gravidez a deixava cansada, e Runa buscava a conexão com a terra para