Mundo ficciónIniciar sesiónA promessa dele me causou arrepios que desceram direto pela minha espinha. Ele continuou com os dedos dentro de mim, movendo-se com uma precisão que me deixava sem forças.
Ele estocava, mapeava a minha intimidade com calma, fazendo questão de identificar cada ponto sensível, cada milímetro que me fazia ver estrelas e perder o controle. E então, o impossível aconteceu: pela segunda vez naquela noite, aquele homem me levou ao ápice.
Escondi meu rosto na curva do seu pescoço largo, abafando meu grito contra a pele quente dele, enquanto os espasmos me dominavam. Ele beijou a minha têmpora com carinho, mantendo os dedos dentro de mim até que o meu corpo começasse a se acalmar devagar.
Quando os tremores finalmente cessaram, ele me puxou para um beijo lento, mordendo meu lábio inferior de um jeito possessivo ao final.
Ele me encarou por alguns segundos, os olhos cinzas ligeiramente mais claros na penumbra.
— Tudo bem? — perguntou, com uma preocupação genuína que fez meu peito aquecer de um jeito inédito.
Não consegui responder com palavras. Minha mente estava dormente, então apenas assenti com a cabeça freneticamente. Ele soltou um riso soprado.
— Gosto de ouvir sua voz, menina.
Olhei para ele, reunindo o pouco de ar que me restava, e respondi em um tom baixo:
— Kat... Katherine, na verdade.
Ele sorriu de canto, erguendo a mão para afastar alguns fios de cabelo colados no meu rosto suado.
— Kat...
Meu nome saindo dos lábios dele, com aquela voz grave e arrastada, foi a coisa mais sexy que já ouvi em toda a minha vida.
Ele se levantou da cama devagar. Meus olhos o acompanharam enquanto ele puxava a calça social e a cueca para baixo, revelando seu membro grande, rígido e latejante. Mordi os lábios ao encarar aquela visão do paraíso.
Deus, não devia existir homem mais perfeito que esse na face da Terra.
Ele deu dois passos até a gaveta da cômoda ao lado da cama, provavelmente procurando por preservativos. O álcool e o desejo acumulado me deram uma coragem absurda.
— Eu estou limpa... e uso remédios para não engravidar — disparei.
Senti meu rosto ferver no mesmo milésimo de segundo. Jesus, Katherine, você realmente está pedindo para transar com um estranho sem camisinha? Mas a ideia de tê-lo por inteiro, sem absolutamente nada entre nós, fez minhas pernas se contraírem na cama, tamanho era o desejo que me consumia.
Ele parou o que estava fazendo e se virou devagar. Um sorriso divertido e perigosamente sedutor brincou em seus lábios.
Ele voltou a subir na cama, posicionando-se sobre mim. Senti o membro dele quente contra a minha barriga e prendi o ar, meu quadril subindo em um sobressalto involuntário.
— Acho que vamos ter que começar de novo... — ele disse, e notei um tom divertido em sua voz.
Ele recomeçou. Beijou meu pescoço, meu colo, dando uma atenção especial e torturante aos meus seios. A mão dele desceu novamente para a minha intimidade, massageando-me com vigor enquanto ele sugava meus mamilos com vontade.
Eu gemia alto, muito alto, me entregando totalmente àquela sinfonia de sensações. Minha mente tentava, em vão, processar como era possível sentir tudo aquilo em apenas uma noite. Eu nunca havia chegado perto de experimentar algo assim.
Quando meu corpo começou a dar os primeiros sinais de que estava chegando ao limite físico daquela tensão, ele parou o movimento.
Ele me encarou de cima, os olhos escuros de pura luxúria.
— Está pronta, Kat?
Acenei com a cabeça, incapaz de formular uma palavra.
— A voz, minha menina... use ela — ele exigiu, a voz áspera e rouca de desejo.
Engoli em seco, encarando aqueles olhos tempestuosos.
— Sim... — falei em um sussurro.
Foi o suficiente. Ele segurou meus quadris com firmeza e entrou em mim de uma vez só, me preenchendo por inteiro.
Dei um grito agudo, o impacto me fazendo arquear as costas enquanto eu sentia cada centímetro dele me ocupar. Ele era grande, firme, e a sensação de tê-lo dentro de mim era quase avassaladora.
Ele começou a se mover. No início, com estocadas lentas e profundas, me dando tempo para me acostumar com o seu tamanho. Mas a urgência do desejo logo falou mais alto. O ritmo acelerou. A cada investida dele, meu corpo escorregava um pouco no colchão, e eu me agarrava aos ombros dele, enterrando minhas unhas em suas costas musculosas.
O som dos nossos corpos se chocando e a minha respiração ofegante preenchiam o quarto. Era intenso, cru e absurdamente bom.
Ele me levou ao limite de novo e de novo, ditando o ritmo com uma maestria que me deixava completamente sem forças. Senti a tensão se acumular na base da minha espinha mais uma vez, forte e inevitável.
Ele acelerou os movimentos, os olhos fixos nos meus, compartilhando daquela agonia deliciosa. Quando a onda do orgasmo me atingiu, ele soltou um gemido grave e deu duas estocadas profundas, derramando-se quente dentro de mim enquanto eu convulsionava ao seu redor.
O estranho desabou na cama ao meu lado, completamente exausto. Ele esticou o braço musculoso e me puxou para o seu peito, me aninhando ali. Ficamos deitados, os dois ofegantes, ouvindo apenas o bater acelerado dos nossos corações no silêncio que se instalou.
Alguns minutos se passaram antes que eu reunisse forças para quebrar o silêncio.
— Acho melhor eu ir para o meu quarto... — falei baixinho, fazendo menção de me levantar. Me sentia um pouco sem graça agora que o calor do momento começava a baixar. — Preciso de um banho, e você precisa de descanso.
Antes que eu pudesse sentar, a mão dele se fechou firme ao redor do meu braço, me puxando de volta contra o seu peito com facilidade.
— Está me chamando de velho? — ele perguntou, arqueando uma sobrancelha.
Dei uma risada fraca, negando com a cabeça.
— Não! Nem tinha pensado nisso... eu só...
Ele não me deixou terminar. Me puxou para um beijo rápido e, num movimento ágil, inverteu nossas posições, colocando-se sobre mim novamente. Meu coração deu um salto.
Quando nos separamos, ele roçou o nariz pelo meu pescoço, me causando arrepios sutils.
— Você não precisa de um banho. Ainda não... — a voz dele soou extremamente rouca e sexy contra a minha pele. — O que você precisa é de mim dentro de você. Repetidas... e repetidas vezes.
Ele desceu para beijar o meu colo, dando uma mordiscada de leve no meu mamilo que me fez soltar um gemido sôfrego.
— E eu... — ele fez uma pausa dramática, os olhos cinzas brilhando com uma intensidade que fez meu ventre contrair em pura antecipação antes de concluir:
— Não preciso de descanso. Só preciso de você.







