Luiz segurava o celular com força, parado sob a luz pálida e fria do corredor do hospital. Ele discava, repetidas vezes, aquele número que conhecia de cor.
A voz mecânica e gélida da operadora, avisando que o telefone estava desligado, soava como a mais cruel das sentenças, martelando em seus ouvidos.
Frustrado, ele encerrava a chamada apenas para tentar de novo, os dedos trêmulos pela tensão. Nas costas da mão, ainda havia o corte com sangue coagulado, lembrança do lustre de cristal que despe