Dário
Estava possuída.
Quando ela entrou eu estava na poltrona, olhando pela janela, ouvindo música e tomando um uísque. Ouvi o barulho da chave na porta e virei a cabeça. Cristóbal saiu disparado antes mesmo de ela abrir. Aí eu soube que era ela.
Era perto da uma da manhã e achei que era uma aparição, um daqueles fantasmas de que a gente ria. Tinha uma jaquetinha jeans, com o frio que estava fazendo, e a deixou no cabide da entrada junto com os sapatos.
Era estranha até no jeito de se vestir.