–Está gostoso?– perguntei me aproximando da mesa onde Dália comia os biscoitos.
Dália confirmou com a boca suja de migalhas de biscoito e sorri acariciando o cabelo dela.
Ver minha filha comendo feliz aquecia meu peito, um milagre que apenas Helena pode fazer.
–Ah… nesse caso eu também quero provar. Posso?– Perguntei olhando para Helena e por breves segundos nossos olhares voltaram a se cruzar, até ela desviar o olhar dela como se estivesse fugindo daquela ligação. Talvez fosse nossa relação de patrão e empregada que a impedia de aceitar, mas eu estava disposto a quebrar aquela barreira.
–Vou pegar mais biscoitos e outro copo de batido.– disse ela pronta para se levantar.
–Não precisa se incomodar. Podemos dividir esse–
Peguei no copo dela e tomei o batido.
Esperava algo doce uma vez que tinha sido feito para Dália e crianças gostam de doces, mas o sabor era fresco com aroma de hortelã, um pouco cítrico e levemente adocicado, tal como eu gostava das minhas bebidas, e aquela bebida e