Eu não conseguia andar em linha reta.
Não porque estivesse bêbada. Nem drogada. Mas porque eu ainda podia senti-lo em mim.
Ainda sentia o calor da boca dele no meu ouvido. A voz dele serpenteando pela minha espinha como fumaça.
Tasha estava em algum lugar lá fora. Talvez com aqueles caras. Talvez me procurando. Talvez nem soubesse o que tinha acontecido.
Mas nada disso importava.
Tudo em que eu conseguia focar era a dor aguda e latejante entre minhas coxas.
Minha calcinha estava arruinada.
Molha