A mansão estava silenciosa quando Andrew entrou.
Silenciosa demais.
O tipo de silêncio que antecede desastre.
Ele tirou o relógio devagar enquanto caminhava pela sala principal, observando o ambiente que durante anos chamou de casa sem sentir absolutamente nada. Nem conforto. Nem paz. Nem pertencimento. Só um cansaço pesado se acumulando dentro do peito, como se finalmente estivesse enxergando o tamanho da própria ruína depois de passar anos fingindo que ainda existia alguma felicidade ali.
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