Fernando
Estou afundado na cadeira de madeira da varanda, com as pernas esticadas à frente e uma garrafa de cerveja apoiada no braço do assento. O corpo inteiro reclama: ombros, costas, pescoço. Cada músculo parece decidido a me lembrar das horas absurdas que tenho trabalhado nas últimas semanas. A colheita está consumindo minha vida.
Pela primeira vez no dia, consigo simplesmente parar. O sol se põe atrás das lavouras, tingindo o céu de tons alaranjados, dourados e avermelhados. O vento da tar