A luz branca invade o espaço pequeno da cela e acerta diretamente os meus olhos, fazendo-me franzir a testa e cobrir o rosto com a mão num movimento instintivo. Não há despertador, esse clarão repentino e doloroso é, sem dúvida, a forma que o laboratório encontrou para dizer que é hora de acordar.
A realidade cai sobre mim e por um segundo, eu ainda tento me agarrar aos últimos restos de um sonho que já se desvaneceu completamente — um sonho onde eu era livre, onde não havia olhos eletrônicos