~ Vera
Estacionei o carro em frente ao estabelecimento prisional no Porto e desliguei o motor.
O silêncio entre nós ainda trazia o eco da nossa primeira discussão.
Richard estava no banco do passageiro, calado, olhando para a entrada, como se ainda estivesse a entender por que eu insisti tanto em vir.
Eu tinha dito que podia fazer aquilo sozinha.
Ele insistiu em vir mesmo assim.
Mas aquilo não mudava nada. Eu sabia o que tinha de fazer.
Então fui eu quem quebrou o silêncio.
— Ricky, você não foi