O silêncio de George é ensurdecedor.
Seus olhos me encaram com aquela intensidade cortante que ele sempre teve, o olhar de um homem que sobreviveu a guerras corporativas e políticas familiares. Mas dessa vez, não há arrogância, apenas a sombra de uma verdade que ele sabe que não pode esconder.
Eu me adianto, minha voz subindo, cada palavra um ataque direto. “Você contou.”
Ele não responde. Não precisa. A confirmação está no seu silêncio.
Filho da puta.
“Por quê?” continuo, minha voz tremendo d