O beijo termina não porque queremos, mas porque o ar acaba.
Nos separamos.
O som da respiração descompassada preenche o escritório.
Augusto está com a pupila dilatada, a boca vermelha e o cabelo — que ele tentou arrumar o dia todo — agora completamente bagunçado pelos meus dedos.
Ele me olha.
Não tem arrependimento nos olhos dele. Tem fome. E tem confusão.
Ele é um homem de planilhas. Ele gosta de saber onde cada centavo entra e sai.
E eu? Eu sou o desvio de verba que ele não consegue classific