POV: MARI
Sexta à noite eu estava fechando a boutique quando a campainha da porta tocou.
Bolsa no ombro. Casaco no braço. Notebook já desligado dentro da mochila. Eu estava indo embora de verdade — chave na mão, luz do corredor já apagada, aquela sensação de fim de expediente que finalmente parece fim mesmo.
Abri.
Gabriel.
Terno sem gravata. O primeiro botão aberto. O rosto de quem decidiu alguma coisa no caminho até ali.
— Posso entrar?
Deixei.
Ele entrou e ficou de pé no meio da boutique com