A chama da lareira dança, um espetáculo hipnótico que não consegue disfarçar a frieza que me envolve. O uísque, forte e amargo, queima minha garganta, mas não consegue aquecer a angústia que me consome. Emma. O nome dela, sussurrado em meus pensamentos, provoca um tremor que se espalha pelo meu corpo. Ela é a luz, a pureza, tudo aquilo que eu não sou, ou pelo menos, tudo aquilo que eu tento desesperadamente não ser. E o medo, esse monstro silencioso, me devora.
O medo não é de punição, não é