Mundo de ficçãoIniciar sessãoElena Rossi
Entrei no quarto sem acender a luz.
Fechei a porta devagar demais, como se qualquer ruído mais alto pudesse me denunciar para mim mesma. Como se o silêncio fosse a última coisa que eu ainda pudesse controlar. Minhas costas escorregaram pela madeira até eu me sentar no chão, com os joelhos dobrados contra o peito, o vestido ainda intacto… e os lábios ainda queimando.
O beijo não tinha ido embora.
Ele permanecia ali, impresso na pele, na memória, na respiração que ainda não encontrava o ritmo certo. Era como se o meu corpo tivesse ficado preso naquele segundo exato contra a parede, no instante em que tudo se desorganizou dentro de mim. Levei a mão à boca como fiz no corredor, ma







