Eliz
Um arrepio subiu pela minha nuca. Quando virei, ele já estava ali — uma sombra enorme encostada no canto, observando-me: Adam, silencioso, contido, suprimindo o cheiro que costumava me desarmar.
— O que quer? — perguntei, sem desviar os olhos do amplo jardim real. O vento noturno passava pelo rosto e por um segundo me senti livre — nem que fosse por um suspiro.
— Você. — A resposta veio pelo elo; sua voz dentro da minha cabeça me atravessou. Pela primeira vez senti o estremecer de algo