Artemísia
O cheiro de Aurin ainda funciona como um calmante; não resisto a subir um pouco a mão para sentir a maciez dos cabelos na sua nuca.
Aurin não demonstra surpresa alguma; é um hábito que venho tentando diminuir nesses dois anos: o de não amá-lo.
Ele pousa na entrada da alcateia de Garras de Gelo.
— Obrigada, Aurin.
— Sempre que precisar, Temi.
Ele me lança aquele sorriso de canto de lábios, irresistível, que me faz suspirar. Viro-me, cortando nosso contato visual, e sigo para o cen