MARÍLIA NARRANDO:
Meus punhos se fecharam e bati com força no peito dele.
Uma, duas, três vezes.
— Marília, calma! — Ele tentou segurar meus pulsos, mas eu queria machucá-lo. Eu queria que ele sentisse pelo menos uma fração do que eu senti.
— Calma o cacete, seu canalha! — gritei, tentando me soltar.
— Eu não fiz isso, Marília! Eu juro!
Parei por um instante, ofegante. Mas minha cabeça ainda fervia.
— MENTIROSO! — rosnei, me afastando bruscamente.
Ele passou a mão pelos cabelos, parecendo frus