O interior da ambulância era um cenário de guerra técnica e fria. Dimitri estava espremido no banco lateral, os joelhos batendo contra o suporte de oxigênio a cada solavanco que o veículo dava no asfalto da Doca. O uivo da sirene era uma barreira acústica que o separava do resto do mundo, mas o silêncio dentro da cabine era ainda pior.
— Afaste-se, senhor! — o paramédico ordenou com rispidez, empurrando o braço de Dimitri quando ele tentou tocar a mão gélida de Amélia. — Preciso de espaço para