O hospital tava lotado, como sempre. O barulho de crianças chorando, gente falando alto no celular e aquela música ambiente de espera eram quase sufocantes. Matheus estava ao meu lado, com o pé batendo no chão numa agonia só.
— Se essa médica demorar mais cinco minutos, eu juro que vou dar um tiro na cara de alguém, Halu.
Revirei os olhos, segurando a vontade de rir. Ele era exagerado até a última gota, mas essa mania de resolver tudo na base da ameaça me tirava do sério.
— Matheus, pelo