Herdeiro Oculto: O Arrependimento do Bilionário
Herdeiro Oculto: O Arrependimento do Bilionário
Por: Tamires Ferreira
Capítulo 1

 

Quando Isabela Frost chegou ao aeroporto, um voo vindo dos Estados Unidos acabara de pousar. Hoje era o dia em que Maison Thorne retornaria à Calabra.

Ao todo, eles se conheciam há dez anos: três anos de universidade e oito de um casamento formal. Se não fosse por aquela noite de formatura, quando acidentalmente beberam algo batizado e acabaram na cama juntos, Maison jamais teria se casado com ela.

Para ele, Isabela era apenas uma colega de classe comum. Maison, por outro lado, era o herdeiro da prestigiosa família Thorne, um prodígio nascido em berço de ouro. Eles pertenciam a mundos completamente diferentes.

Ele provavelmente acreditava que ela havia planejado tudo para dar um "golpe do baú" e ascender socialmente. Por isso, no dia seguinte o o casamento forçado , assinou á certidão de casamento, é partiu para os Estados Unidos, furioso. Essa distância durou oito anos.

Mas agora ele estava de volta. Isabela acreditava que, se pudesse explicar que não foi ela quem colocou a droga no vinho, ainda haveria esperança para o casamento deles.

Ela observava ansiosamente o portão de desembarque. Os passageiros saíam um a um, e o fluxo já estava diminuindo, mas ele ainda não havia aparecido. Será que ele mudou a passagem?, pensou ela.

Seu telefone tocou. Era Killian ligando:

— Mamãe, estou no mercado com a tia Angelina fazendo compras. O que você quer comer hoje à noite?

Isabela sorriu ao ouvir a voz do filho e listou seus pratos favoritos:

— Uma sopa estaria ótimo.

— Tudo bem, mamãe!

— Te amo, querido — disse ela antes de desligar.

Isabela e Maison tinham um filho. Sete anos atrás, em meio ao caos da partida dele, ela descobriu a gravidez inesperada. Ela tentou ligar para ele inúmeras vezes, mas as chamadas sempre davam ocupado. Mais tarde, percebeu que ele havia bloqueado o seu número.

Sem pais ou avós vivos, Isabela estava sozinha no mundo. Aquela pequena vida em seu ventre parecia ser o último presente de carinho que Deus lhe concedera. Ela decidiu ter o bebê em segredo, mantendo a existência de Killian escondida de toda a família Thorne.

Após uma longa espera, ela finalmente avistou a figura de Maison. Ele caminhava tranquilamente, puxando uma mala. Seus traços estavam mais maduros e charmosos do que há sete anos; o tempo tinha sido generoso com ele.

Isabela sentiu um brilho de alegria e estava prestes a se aproximar quando parou bruscamente. Uma mulher alta surgiu atrás dele, vestindo um sobretudo preto que combinava perfeitamente com o terno de Maison.

Era Catarina Viana, a namorada de infância dele. Todos na universidade diziam que os dois nasceram um para o outro, até o "incidente" que forçou o casamento de Maison com Isabela.

Pela mala que ele carregava, ficou claro: eles estiveram juntos nos Estados Unidos durante todos esses oito anos. Isabela sentiu os olhos arderem, mas respirou fundo. Não pense bobagens, disse a si mesma. Ela precisava esclarecer as coisas.

Forçando um sorriso, ela deu um passo à frente:

— Maison.

Ele parou e ergueu uma sobrancelha, frio:

— Por que você está aqui?

O sorriso de Isabela congelou, mas ela tentou manter a calma:

— Vim te buscar.

— Obrigada pela gentileza, Isabela — interrompeu Catarina Viana com um sorriso vitorioso. — Não volto para cá há oito anos e não conheço mais as ruas da cidade. Você veio dirigindo?

Dez minutos depois, Isabela estava ao volante de seu pequeno carro branco, com as mãos tremendo. Suas habilidades de direção eram péssimas, já que ela quase não usou o carro nos últimos sete anos.

O silêncio no carro era sufocante. Maison e Catarina Viana sentaram-se no banco de trás, enquanto Isabela parecia apenas uma motorista de aplicativo.

— Onde a senhorita Catarina vai ficar? — perguntou Isabela.

Catarina Viana olhou para Maison com um tom alegre:

— Ouvi dizer que você comprou um apartamento grande nos subúrbios da zona oeste. Seria uma honra ser sua inquilina?

Maison pegou o celular e digitou sem olhar para cima:

— Eu vou providenciar tudo.

O ar ficou pesado novamente. No círculo social deles, Isabela sempre foi vista como a intrusa que galgou posições na hierarquia social através de um golpe. Ela queria explicar que era inocente, mas a garrafa de vinho daquela noite havia desaparecido, deixando-a sem provas e como a única beneficiária da situação.

Distraída por seus pensamentos, Isabela não reagiu a tempo. Um estrondo veio da parte dianteira: ela havia batido na traseira de um Porsche.

Frustrada e sentindo-se fraca, ela saiu do carro. O motorista do Porsche, um homem de meia-idade, saiu irritado, mas parou ao ver o rosto oval e delicado de Isabela. Notando que ela parecia vulnerável, ele mudou o tom para algo malicioso:

— Sinto muito, senhor. Pagarei por qualquer dano — disse Isabela.

— Ah, não é nada sério. Que tal isso, mocinha: irmos a um café conversar com calma? — sugeriu o homem, tentando intimidá-la.

Isabela recuou, desconfortável, e insistiu em chamar a polícia. O homem tentou segurá-la pelo braço, mas, antes que pudesse alcançá-la, Isabela caiu em um abraço protetor e caloroso.

Olhando para trás, ela viu que era Maison Thorne.

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